"O estilo nem por sombra corresponde a um simples culto da forma, mas, muito longe disso, a uma particular concepção da arte e, mais em geral, a uma particular concepção da vida." (Leon Tolstoi)

8 de abr de 2010

Eu faço à minha moda


Fazer, verbo transitivo direto que é sinônimo de criar, produzir, dar existência, construir, dar forma. Conjugado na primeira pessoa do singular, torna-se poderoso: eu faço. Cada vez que a gente diz estas duas palavras, estamos mostrando ao mundo um pouco do que somos, como pensamos e o que esperamos do futuro. Quando cada um de nós faz à sua moda, imprime um pouco de si mesmo, para deixar sua marca.

Pensando nisso, a nova campanha do BananaCraft quer valorizar o gosto de cada um. Chamar atenção para tudo que nasce a partir da criatividade, ganha corpo pelo trabalho manual e dá frutos pela vida afora. Para tudo que é costurado, bordado, pintado, desenhado, tricotado, crochetado, decorado, cozinhado, carimbado, moldado… Para tudo que é feito à sua moda.

Se você prestar atenção, vai ver que o título desta campanha tem uma crase que parece meio fora de lugar. Mas ela tem um motivo enorme para estar ali. Se eu dissesse simplesmente “eu faço a minha moda”, seria como dizer “eu faço a minha roupa”. Dizendo “eu faço à minha moda”, estou afirmando que faço do meu jeito, qualquer que seja a coisa que estou fazendo.

Quando compro uma roupa nova, não gosto de trazer para casa aquela combinação que estava no manequim da loja, porque eu prefiro decidir eu mesma quais peças ficam mais bacanas juntas. Quando vou comprar armários novos para a minha casa, não dou a mínima para aquelas cozinhas planejadas que as lojas exibem, porque quero montar do meu jeito, sem me ater a padrões. Quando vou ao supermercado, não escolho os produtos naquelas gôndulas que ficam no meio dos corredores, porque gosto de escolher com calma, lendo os rótulos e pensando no que realmente preciso. Quando vou ao restaurante, não me preocupo em saber qual é o prato do dia, porque quero comer o que estou com vontade. Eu faço à minha moda.

Não é preciso ser crafter para fazer à sua moda. Optar por executar as coisas do seu jeito vai muito além de qualquer habilidade manual. É um estilo de vida, uma opção, um estilo. É preferir o branco quando todo mundo usa preto. Ou amar o preto, mesmo ele sendo já tão batido. É ter personalidade para acreditar no seu gosto, apesar do que dizem os editoriais de moda ou os comerciais da TV. É rir dos seus defeitos e aprender com os erros. É dar de ombros para tudo que é pré: pré-pronto, pré-escolhido, pré-arrumado, pré-cozido, pré-moldado, pré-conceito…

Eu faço à minha moda quando prefiro ler um livro ao invés de ver novela. Quando como pão integral ao invés de pão francês. Quando escolho pelo visual e não pela marca. Quando escolho pelo conteúdo e não pelo visual. Quando faço bolo de receita ao invés de comprar o de caixinha. Quando vou para praia no inverno, ao invés de no verão. Quando faço ginástica para ficar saudável e não para emagracer. Quando compro algo feito a mão, no lugar de um produto industrializado. Quando não repito notícias sensacionalistas que ouvi no noticiário, eu faço à minha moda.

O legal de fazer à minha moda é que está tudo bem se, de repente, eu também quiser fazer coisas que todo mundo faz. Como tomar guaraná, comer chocolate, adorar dias ensolarados, ter preguiça de manhã, conferir os editoriais de moda e as revistas de decoração, comprar um computador novo, assistir aos Simpsons ou ficar meia hora embaixo do chuveiro. Pode ser que muita gente também faça isso, mas eu faço à minha moda.
Cada uma do seu jeito.À sua moda.



Fonte: Banana Craft

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